30.11.10

TEXTOS: Libertação animal, mas nem tanto? - Por Ronnie Lee

Este é um dos Textos disponibilizados no nosso site (http://www.veganstaff.com/text.html) sobre Direitos Animais e Veganismo.

Ronnie Lee é Fundador do grupo Band of Mercy em 1972 no Reino Unido. Também inspirador do grupo descentralizado ALF - Animal Liberation Front e editor da Revista Arkangel



Ao ler a seção relativa a organizações nacionais e locais (Revista Arkangel - Inverno de 1989), você vai perceber que incluí propositadamente informações sobre organizações ambientais como o Greenpeace, a Friends of the Earth, etc, bem como informações sobre outras entidades de proteção animal e de direito animal.
Isso porque eu penso ser importante nos informarmos sobre as mesmas, mesmo que essas entidades ambientalistas não operem à partir da “nossa premissa” de Libertação Animal de maneira mais harmônica. De qualquer forma, a atuação desses colegas têm sido muito importante no trabalho de sensibilização para a concretude de direitos animais.

Com alguma frequência, ativistas da libertação animal, muito envolvidos com a constante batalha contra temas como a vivisseção, a criação intensiva e o comércio de peles, acabam por ignorar a extensão do mal que a destruição do meio ambiente causa aos animais e ao planeta.
Laboratórios de vivisseção e as grandes fazendas podem ser considerados os campos de concentração do Reich Humano, mas são, entretanto, apenas a pontinha do iceberg. Pois quando pensamos em uma perspectiva mais ampliada, percebemos que parar com a perseguição aos animais não devolve nem a liberdade nem o espaço natural às espécies se os mesmos não existirem mais.

Seria muito importante se falássemos também do imperialismo humano, pois aos seres humanos não basta apenas ter uma fatia justa do planeta, a espécie humana parece necessitar de estar, invadir e destruir vastos territórios a mais, não respeitando o espaço das demais criaturas. Talvez as piores palvras já pronunciadas sejam aquelas creditadas biblicamente como: “crescei-vos e multiplicai-vos!”. O fim dos laboratórios de vivissecção ou das fazendas de criação intensiva não serão nunca suficiente para acabar com a injustiça e a opressão da nossa ocupação inimiga ao meio ambiente. A verdadeira Libertação Animal não requer apenas a destruição dos campos de concentração que a humanidade constrói para outras espécies, mas exige nada menos que levar o limite especial para uma fronteira próxima a antes da nossa invasão.
Então para falarmos em termos práticos isto quer dizer que o fim deve ser da poluição e também da sociedade industrial causadora de poluentes. O fim de coisas como carros particulares, de métodos de agricultura regados a pesticidas e fertilizantes artificiais. O fim das cidades e das vastas conturbações humanas deve também ser consideradas como desertos para as espécies.

Devemos debater o fim da agricultura em larga escala de maneira igualmente especial. Mas sobretudo, temos um importante debate a ser feito, que é a redução do número de seres humanos. Uma medida drástica a ser tomada é cortar o número de humanos entre as espécies. O grupo “Earth First!” estima que o nível correto para uma população humana é de 50 milhões, e hoje só na Inglaterra tem mais que esse número de indivíduos vivendo sob a sua bandeira.
A verdadeira Libertação Animal não tem a ver com uma reorganização dos excessos humanos, com a “opressão humana excessiva”, mas sim com uma mudança radical no modo de vida que levamos em seus aspectos mais profundos. A única maneira da sociedade humana ser conduzida a uma forma mais justa no tratamento à outras criaturas é aquela que é descentralizada das grandes metrópoles, com as pessoas vivendo em pequenas comunidades, ao invés de cidades conturbadas. Essas tais comunidades deveriam ser geridas de forma a empregar uma produção de pequena escala (vegan) que à partir de métodos de plantio cada vez mais integrados à dinâmica natural também reduziria a concentração humana em números reais.

O triste é que para muitos “protetores de animais” isso pode ser considerado “demais”, se levarmos em consideração que muitos querem manter seus empregos, seus carros, além de seus filhos e seus eletrodomésticos de maneira despretensiosa. Mas apenas meia libertação não existe. A campanha de Libertação Animal precisa se estender para outras áreas e aspectos que são dificilmente contemplados, como a luta contra a poluição, o processo que a tudo tende a industrializar e, sobretudo, a destruição do habitat terrestre.
Temos que trabalhar para nos posicionarmos ao lado das organizações ambientalistas “verdes”, e não apenas para que os filhos dos nossos filhos tenham um mundo (possivelmente mais justo e, portanto melhor), mas para que a liberdade e a justiça alcance a todas as espécies.


Acesse: www.veganstaff.com

Nos siga no Twitter: @veganstaffbr

29.11.10

Aulas de Culinária VEGANA em São Paulo e Porto Alegre

Alan Chaves, o chef vegano que cruzou o Brasil duas vezes com o seu projeto Vida Vegan VegTour, agora trabalha no mais novo restaurante vegano de São Paulo, o Loving Hut.
E ele estará em Porto Alegre e em São Paulo realizando sua aula de culinária 100% vegetariana, demonstrando de forma descontraída que a culinária está ao alcance de todos, desmistificando a gastronomia e aproximando todos da cozinha.
Não perca a oportunidade de de aprender e degustar pratos bonitos, práticos e saborosos. Surpreenda sua família e seus amigos neste final de ano!

Pratos sujeridos:

- BACALHOADA VEGETAL
- ROCAMBOLE AO MOLHO BARBECUE
- ARROZ NATALINO
- FAROFA COM ABACAXI E NOZES
- TORTA FRIA
- PONCHE SEM ÁLCOOL

EM PORTO ALEGRE:
5 de Dezembro, DOMINGO, 14 horas
CAFÉ BONOBO (Rua Castro Alves, 101, esquina com Felipe Camarão)
Investimento R$ 50
Inscrições pelo telefone (51) 30131464

EM SÃO PAULO:
19 de Dezembro, DOMINGO, 14 horas
LOVING HUT (Rua França Pinto, 243 - Próximo ao metrô Ana Rosa)
Investimento R$ 50
Inscrições pelo email vegtour@gmail.com. Informações pelo telefone (11) 88690359




Alan Chaves é chef de cozinha formado pelo SENAC-RS, e realizou duas turnês nacionais realizando demonstrações culinárias. Com seu jeito irreverente, o jovem chef conquista o público, vegetariano ou não, trocando a monotonia das aulas de culinária tradicionais, por um simpático compartilhamento de idéias e risadas, intercaladas com muita comida vegana, nas degustações dos pratos. Uma boa oportunidade tanto para quem é vegetariano e quer aprender pratos e técnicas novas, tanto para quem não intimidade nenhuma na cozinha.
No momento, trabalha no Loving Hut, restaurante pertencente a uma cadeia internacional de restaurante veganos, com mais de 200 unidades pelo mundo. Uma amostra de seu trabalho pode ser conferido na Revista dos Vegetarianos de Junho de 2010, e em videos da VegTV e Supreme Master Television.

Mais informações: cozinheirovidavegan.wordpress.com

19.11.10

EVENTO: Jornada Beneficente ao Encontro de Libertação Animal Bolivia 2011




Encontro colaborativo e beneficente ao encontro de libertação animal (que acontecerá na Bolivia em janeiro de 2011) e também ao espaço ay carmela!

DATA: 18/12 apartir das 16h00

Programação:

Conversa - Apresentação do evento: encontro de liracioón animal: aí vamos nós!
a que? - + info: liberacionanimalbolivia2011.blogspot.com
prosa - debate com cicloveg
Coletivo pedalador vegano. Em dezembro sai rumo ao encontro... de bicicleta!
"A história do cicloveg - Como preparar-se para uma ciclo viagem vegana!"

SHOW COM AS BANDAS:

Nieu Dieu Nieu Maitre
Lifelifters
Days Of Sunday
La Revancha
Final Round

+ Feira e comida VEGANA!

$6,00

ay-carmela.birosca.org
Ay Carmela - Rua dos Carmelitas, 140 - Sé - São Paulo




VEGANSTAFF.COM


16.11.10

Matéria: Canadá proíbe testes em animais nas universidades

O Comite de Médicos pela Medicina Responsável (PCRM, na sigla em inglês) anunciou o fim do uso de animais nos testes laboratoriais das universidades do Canadá. As faculdades de medicina daquele país devem agora recorrer a métodos alternativos, como simuladores humanos.

“O Canadá eliminou completamente o uso de animais vivos em laboratórios nas faculdades; este deve ser um sinal claro para as poucas faculdades de medicina dos EUA que ainda utilizam estes procedimentos desumanos e nada educativos”, disse John Pippin, da PCRM, citado pela Agência de Notícias dos Direitos dos Animais.

Segundo o responsável, o exemplo deve ser seguido pelas faculdades dos Estados Unidos, que devem “eliminar completamente a utilização de animais e abraçar o verdadeiro futuro da educação médica”.

No Canadá estão portanto abolidos os métodos científicos cruéis, privilegiando-se alternativas que não envolvem a tortura nem a utilização de outras espécies e substituindo a experimentação animal por simuladores humanos.

FONTE