30.11.10

TEXTOS: Libertação animal, mas nem tanto? - Por Ronnie Lee

Este é um dos Textos disponibilizados no nosso site (http://www.veganstaff.com/text.html) sobre Direitos Animais e Veganismo.

Ronnie Lee é Fundador do grupo Band of Mercy em 1972 no Reino Unido. Também inspirador do grupo descentralizado ALF - Animal Liberation Front e editor da Revista Arkangel



Ao ler a seção relativa a organizações nacionais e locais (Revista Arkangel - Inverno de 1989), você vai perceber que incluí propositadamente informações sobre organizações ambientais como o Greenpeace, a Friends of the Earth, etc, bem como informações sobre outras entidades de proteção animal e de direito animal.
Isso porque eu penso ser importante nos informarmos sobre as mesmas, mesmo que essas entidades ambientalistas não operem à partir da “nossa premissa” de Libertação Animal de maneira mais harmônica. De qualquer forma, a atuação desses colegas têm sido muito importante no trabalho de sensibilização para a concretude de direitos animais.

Com alguma frequência, ativistas da libertação animal, muito envolvidos com a constante batalha contra temas como a vivisseção, a criação intensiva e o comércio de peles, acabam por ignorar a extensão do mal que a destruição do meio ambiente causa aos animais e ao planeta.
Laboratórios de vivisseção e as grandes fazendas podem ser considerados os campos de concentração do Reich Humano, mas são, entretanto, apenas a pontinha do iceberg. Pois quando pensamos em uma perspectiva mais ampliada, percebemos que parar com a perseguição aos animais não devolve nem a liberdade nem o espaço natural às espécies se os mesmos não existirem mais.

Seria muito importante se falássemos também do imperialismo humano, pois aos seres humanos não basta apenas ter uma fatia justa do planeta, a espécie humana parece necessitar de estar, invadir e destruir vastos territórios a mais, não respeitando o espaço das demais criaturas. Talvez as piores palvras já pronunciadas sejam aquelas creditadas biblicamente como: “crescei-vos e multiplicai-vos!”. O fim dos laboratórios de vivissecção ou das fazendas de criação intensiva não serão nunca suficiente para acabar com a injustiça e a opressão da nossa ocupação inimiga ao meio ambiente. A verdadeira Libertação Animal não requer apenas a destruição dos campos de concentração que a humanidade constrói para outras espécies, mas exige nada menos que levar o limite especial para uma fronteira próxima a antes da nossa invasão.
Então para falarmos em termos práticos isto quer dizer que o fim deve ser da poluição e também da sociedade industrial causadora de poluentes. O fim de coisas como carros particulares, de métodos de agricultura regados a pesticidas e fertilizantes artificiais. O fim das cidades e das vastas conturbações humanas deve também ser consideradas como desertos para as espécies.

Devemos debater o fim da agricultura em larga escala de maneira igualmente especial. Mas sobretudo, temos um importante debate a ser feito, que é a redução do número de seres humanos. Uma medida drástica a ser tomada é cortar o número de humanos entre as espécies. O grupo “Earth First!” estima que o nível correto para uma população humana é de 50 milhões, e hoje só na Inglaterra tem mais que esse número de indivíduos vivendo sob a sua bandeira.
A verdadeira Libertação Animal não tem a ver com uma reorganização dos excessos humanos, com a “opressão humana excessiva”, mas sim com uma mudança radical no modo de vida que levamos em seus aspectos mais profundos. A única maneira da sociedade humana ser conduzida a uma forma mais justa no tratamento à outras criaturas é aquela que é descentralizada das grandes metrópoles, com as pessoas vivendo em pequenas comunidades, ao invés de cidades conturbadas. Essas tais comunidades deveriam ser geridas de forma a empregar uma produção de pequena escala (vegan) que à partir de métodos de plantio cada vez mais integrados à dinâmica natural também reduziria a concentração humana em números reais.

O triste é que para muitos “protetores de animais” isso pode ser considerado “demais”, se levarmos em consideração que muitos querem manter seus empregos, seus carros, além de seus filhos e seus eletrodomésticos de maneira despretensiosa. Mas apenas meia libertação não existe. A campanha de Libertação Animal precisa se estender para outras áreas e aspectos que são dificilmente contemplados, como a luta contra a poluição, o processo que a tudo tende a industrializar e, sobretudo, a destruição do habitat terrestre.
Temos que trabalhar para nos posicionarmos ao lado das organizações ambientalistas “verdes”, e não apenas para que os filhos dos nossos filhos tenham um mundo (possivelmente mais justo e, portanto melhor), mas para que a liberdade e a justiça alcance a todas as espécies.


Acesse: www.veganstaff.com

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29.11.10

Aulas de Culinária VEGANA em São Paulo e Porto Alegre

Alan Chaves, o chef vegano que cruzou o Brasil duas vezes com o seu projeto Vida Vegan VegTour, agora trabalha no mais novo restaurante vegano de São Paulo, o Loving Hut.
E ele estará em Porto Alegre e em São Paulo realizando sua aula de culinária 100% vegetariana, demonstrando de forma descontraída que a culinária está ao alcance de todos, desmistificando a gastronomia e aproximando todos da cozinha.
Não perca a oportunidade de de aprender e degustar pratos bonitos, práticos e saborosos. Surpreenda sua família e seus amigos neste final de ano!

Pratos sujeridos:

- BACALHOADA VEGETAL
- ROCAMBOLE AO MOLHO BARBECUE
- ARROZ NATALINO
- FAROFA COM ABACAXI E NOZES
- TORTA FRIA
- PONCHE SEM ÁLCOOL

EM PORTO ALEGRE:
5 de Dezembro, DOMINGO, 14 horas
CAFÉ BONOBO (Rua Castro Alves, 101, esquina com Felipe Camarão)
Investimento R$ 50
Inscrições pelo telefone (51) 30131464

EM SÃO PAULO:
19 de Dezembro, DOMINGO, 14 horas
LOVING HUT (Rua França Pinto, 243 - Próximo ao metrô Ana Rosa)
Investimento R$ 50
Inscrições pelo email vegtour@gmail.com. Informações pelo telefone (11) 88690359




Alan Chaves é chef de cozinha formado pelo SENAC-RS, e realizou duas turnês nacionais realizando demonstrações culinárias. Com seu jeito irreverente, o jovem chef conquista o público, vegetariano ou não, trocando a monotonia das aulas de culinária tradicionais, por um simpático compartilhamento de idéias e risadas, intercaladas com muita comida vegana, nas degustações dos pratos. Uma boa oportunidade tanto para quem é vegetariano e quer aprender pratos e técnicas novas, tanto para quem não intimidade nenhuma na cozinha.
No momento, trabalha no Loving Hut, restaurante pertencente a uma cadeia internacional de restaurante veganos, com mais de 200 unidades pelo mundo. Uma amostra de seu trabalho pode ser conferido na Revista dos Vegetarianos de Junho de 2010, e em videos da VegTV e Supreme Master Television.

Mais informações: cozinheirovidavegan.wordpress.com

19.11.10

EVENTO: Jornada Beneficente ao Encontro de Libertação Animal Bolivia 2011




Encontro colaborativo e beneficente ao encontro de libertação animal (que acontecerá na Bolivia em janeiro de 2011) e também ao espaço ay carmela!

DATA: 18/12 apartir das 16h00

Programação:

Conversa - Apresentação do evento: encontro de liracioón animal: aí vamos nós!
a que? - + info: liberacionanimalbolivia2011.blogspot.com
prosa - debate com cicloveg
Coletivo pedalador vegano. Em dezembro sai rumo ao encontro... de bicicleta!
"A história do cicloveg - Como preparar-se para uma ciclo viagem vegana!"

SHOW COM AS BANDAS:

Nieu Dieu Nieu Maitre
Lifelifters
Days Of Sunday
La Revancha
Final Round

+ Feira e comida VEGANA!

$6,00

ay-carmela.birosca.org
Ay Carmela - Rua dos Carmelitas, 140 - Sé - São Paulo




VEGANSTAFF.COM


16.11.10

Matéria: Canadá proíbe testes em animais nas universidades

O Comite de Médicos pela Medicina Responsável (PCRM, na sigla em inglês) anunciou o fim do uso de animais nos testes laboratoriais das universidades do Canadá. As faculdades de medicina daquele país devem agora recorrer a métodos alternativos, como simuladores humanos.

“O Canadá eliminou completamente o uso de animais vivos em laboratórios nas faculdades; este deve ser um sinal claro para as poucas faculdades de medicina dos EUA que ainda utilizam estes procedimentos desumanos e nada educativos”, disse John Pippin, da PCRM, citado pela Agência de Notícias dos Direitos dos Animais.

Segundo o responsável, o exemplo deve ser seguido pelas faculdades dos Estados Unidos, que devem “eliminar completamente a utilização de animais e abraçar o verdadeiro futuro da educação médica”.

No Canadá estão portanto abolidos os métodos científicos cruéis, privilegiando-se alternativas que não envolvem a tortura nem a utilização de outras espécies e substituindo a experimentação animal por simuladores humanos.

FONTE

29.10.10

Participação: ANA - Agências de Notícias Anarquistas
Entrevista: Entrevista concedida por Fernando Teruama, à uma revista de São Paulo - Brasil
Data: 28 de Outubro de 2010


Entrevista concedida por Fernando Teruama*, à uma revista de São Paulo - Brasil.
*Fernando Teruama, ativista, membro do setor de Captação de Recursos da Vegan Staff.com

- Por que você optou pelo vegetarianismo? O que te motivou, o que te levou a adotar essa alimentação?
Quando tinha por volta dos 16 anos, eu comecei a me envolver com movimentos estudantis do colégio que estudava. Não tardou para eu me envolver com outras espécies de movimentos libertários.
Conheci umas pessoas ligadas ao anarquismo, dentro de todas os estudos de movimentos revolucionários.
Comecei então o que eu chamo ser a minha fase de questionamentos. Logo após isso, eu me envolvi diretamente com o movimento Straight Edge, que nada mais é do que um movimento que questiona o uso de drogas pela juventude social revolucionária.
Deste ponto, não tardou nada para entrar na fase de questionamentos de liberdade e perceber que eu estava praticando um ato de tirania para com os outros animais, que não eram da minha espécie.
Aproximei demais a minha atitude com a atitude de Hitler, que impunha sua ideologia a preço de muito sangue.
Liguei as coisas e percebi a minha tirania até então não questionada.
Dentro do movimento Straight Edge é bem comum existirem pessoas ligadas ao vegetarianismo.
Não vou dizer que essas pessoas diretamente me levaram ao vegetarianismo, mas digo que foram importantes para despertar um interesse em buscar estudar mais sobre o assunto.
O que me levou diretamente a adotar uma dieta vegetariana foi perceber os meus atos tiranos em relação aos animais não humanos... e também em relação à Mãe Terra.
A leitura de um bom texto na interente, que se chamava “Why Vegan?” (Porque Vegan?) foi o diretamente responsável para a minha mudança de pratica alimentar.
Lembrando que o veganismo (pratica Vegan) NÃO é uma dieta, e sim uma postura política em relação aos direitos dos animais humanos e não humanos. E o vegetarianismo em si, é uma dieta humana (visto que nos demais animais de outras espécies, chama-se herbivorismo) pura e simples.

- Há quanto tempo você é vegetariano?  
Tudo isso aconteceu exatamente há 10 anos, 9 meses, 26 dias, 23 horas e 1 minutos (que é o horário e data de quando estou respondendo as questões ora oferecidas)
O tempo que durou meu estudo, à princípio, bem superficial sobre o tema do abuso dos animais para consumo humano, foi bem curto. Como dito, eu li um texto... as cortinas se abriram para mim, e eu me olhei no espelho e disse que não poderia mais participar daquilo tudo. Marquei uma data e foi o primeiro dia. Na primeira hora de 1999.

-Quais as maiores dificuldades que vc enfrentou a partir do momento em que se tornou vegetariano?  
A transição da minha dieta onívora para a dieta vegetariana não foi demasiada complicada.
Na época, eu me recordo que estava passando por algumas outras mudanças importantes na minha vida, como por exemplo, deixar de tomar refrigerante (que teve como motivo precursor, a minha fase de competições de ciclismo) e parar de roer unha (pode parecer banal, mas quem roe unha sabe a dificuldade – risos...)
Então eu adotei particularmente a mesma teoria de mudança de hábitos para cambiar minha dieta. Obviamente a transição de dieta tinha uma razão mais forte, o que só veio a somar mais ainda a minha convicção de que aquilo deveria acontecer e o mais rápido possível.
Desta forma, não saberia dizer aqui uma grande dificuldade, afinal, quando você realmente acredita em algo, não importa em que... não vai importar as dificuldades que encontre... vc sempre vai passar por elas.
Vejo constantemente e sirvo como uma espécie de “guia” a algumas pessoas que se envolvem com o vegetarianismo e não são raras as vezes que encontro pessoas que me contam de suas reais dificuldades e quando isso acontece, eu olho para a minha própria fase e tento, de uma forma muito sutil, passar para a pessoa que eu também passei por essa fase, mas a dificuldade só existe se você percebe ela... ou seja... quando você olha para ela.
A maioria das pessoas citam muito a questão de tentação alimentar ligada aos prazeres originários do consumo de produtos sujos (ou seja, de origem animal), como o leite, carne, queijo e essas coisas...
Porém... a minha visão sobre os prazeres foi muito precoce. A partir do momento ímpar na minha vida que eu tinha que estar conectado a uma realidade de que eu não tinha que “viver para comer e sim comer para viver”, foi como se uma chave interna fosse girada. O prazer na alimentação é a primeira raiz que devemos arrancar. Feito isso, tudo será e realmente é mais fácil...
Pois você passa a enxergar na alimentação uma forma de angariar energia para praticar seus atos cotidianos e não para sentir o sabor do alimento.
Se o sabor é agradável e se a comida é limpa (ou seja, sem ingredientes originários de animais) é claro que tudo fica mais agradável, pois supre nosso corpo e nosso ego.
Porém, o prazer é a raiz mais forte. E arrancá-la, eu confesso não ser um trabalho muito fácil. Mas comigo, pelo menos... sempre foi assim. Na época eu também tinha uma base questionadora muito forte sobre prazeres, inclusive sexuais, o que me fez entender de uma forma mais holística tudo acerca da alimentação.
E de uma forma muito simples, eu entendi que se buscarmos num primeiro plano, o sabor dos alimentos, sempre estaríamos e estaremos presos a algo.
Enxergar um alimento como uma matéria fria de sustento a uma vida é ideal... pois tira qualquer busca por coisas “gostosas”. E dessa forma, obrigatoriamente você vai cair na dieta vegetariana ou em algumas de suas variedades.
Eu usava e ainda uso muito uma frase que foi uma das primeiras frases que me chamou atenção dentro do movimento vegetariano que diz: “A ética vem antes do sabor”.
A real compreensão dessa frase, por si só, já é capaz de reduzir tudo isso que escrevi.


-E hoje? Quais as dificuldades no dia-a-dia?
Eu sou viajante. Minha profissão é Observador de Pássaros. Viajo muito e por muitos lugares.
Imagine que eu posso estar na linha do equador, no sertão cearense fritando aos 38 ou 40 graus ou no extremo sul da América, enfrentando temperaturas e sensações térmicas que chegam aos 12 graus negativos.
Dentro disso tudo e dessas informações, a minha dieta segue tranquilamente onde quer que eu esteja. Com quem quer que eu esteja. Não importa onde e quando, a dieta vegetariana não oferece ao adepto quaisquer dificuldades.
Foi mais ou menos o que eu respondi na questão acima. A dificuldade aparece onde vc a enxerga. E desta forma, um alimento sujo não faz parte da minha alimentação, tanto quanto uma pedra.
O exemplo é gritante, mas funciona muito dessa forma.
Urina de vaca é riquíssima em Vitamina C, mas isso não me fará beber um copo de urina.
Um bife é como uma pílula que contem alguns nutrientes que eu preciso para sobreviver. Mas os mesmos nutrientes eu posso encontrar de forma limpa, sem que ninguém saia morto ou ferido dessa minha busca.
Não costumo estar mais do que dois meses em um mesmo lugar. Viajo muito e por onde passo, assim quando chego, a minha primeira missão sempre é a de buscar pontos de abastecimento de mantimentos alimentares.
Isso é normal.
Estamos muito acostumados a ter tudo de uma forma muito dinâmica e versátil. Mas é justamente esse nosso costume que nos coloca em uma situação de cúmplices de atrocidades que muitas vezes desconhecemos.
Um bife chega até nosso prato já fatiado, temperado e quentinho. E o nosso costume e o nosso ego ligado ao prazer nos nega a querer saber qual a procedência disso tudo.
Ocultamos certos fatos para garantir nossos prazeres.
Hoje se vc me oferecer um hambúrguer eu vou negar, pois eu entendo que isso não é comida para nós, seres humanos. O mesmo eu faria se você me oferecesse um prato com terra enfeitado com ramos da folha de cana de açúcar.
Isso para mim não é alimento. Eu não enxergo essas coisas como meu alimento.
Desta forma, não existem as tais dificuldades, ainda mais quando você se encontra em algum centro urbano, afinal, você tem os chamados “supermercados” e dentro deles existem milhões de produtos para serem comprados ou expropriados. E dentre todos eles VOCÊ pode OPTAR pelo alimento sujo (originário de animais) ou pelo alimento limpo.
É uma escolha pessoal, ainda.
É mais complicado quando você pretende fazer isso em regiões remotas, evidentemente. Mas não coloco isso como um problema em si, e sim como um desafio prazeroso de conseguir seu próprio alimento.
Recentemente estive no sertão cearense, convivendo com pessoas que não eram vegetarianas. Chega a ser divertido mostrar que poderíamos comer o bulbo dos cactos, e fazer saladas com ramos de árvores locais.

 - Para você, quais são os maiores benefícios da alimentação vegetariana?
Bom... a dieta vegetariana foi a responsável por eu enxergar a vida de uma outra forma.
Como disse anteriormente, a vegetarianismo talvez tenha sido como uma ferramenta importantíssima para me colocar diante de outras mudanças imprescindíveis que hoje acredito acontecer na vida de um ser humano.
Como uma dieta responsável, logicamente o vegetarianismo me levou a um estágio de benefícios físicos sem precedentes.
Na época que adotei a dieta vegetariana, eu estava começando a me envolver em competições de ciclismo. E eu cheguei a perceber o meu desempenho realmente evoluir após essa minha transição para o vegetarianismo.
Desta forma, para mim, os maiores benefícios da dieta vegetariana são esses... o de te colocar em um plano holístico de visão sobre a função da alimentação para o corpo humano.

- O que mudou em sua vida a partir da adoção da dieta vegetariana?
Como dito, a dieta vegetariana veio a somar em muito na minha fase de investimento em competições de resistência em ciclismo de longa distancia. Mas ainda acredito que acima de tudo, ter servido como uma espécie de uma lente corretiva para que eu passasse então a enxergar as coisas sob um outro prisma. Isso foi efetivo e prático.

- Qual a maior lição que você aprendeu com o vegetarianismo?
A dieta vegetariana me levou ao veganismo. Daí eu tirei talvez o que tenha sido a maior lição do vegetarianismo, que é a de respeitar seu próprio corpo. O Veganismo me levou a entender que o respeito deve ser mais amplo... “viva e deixe viver” ou “Vida simples, pensamento elevado”. Sem dúvidas o vegetarianismo também me levou a um caminho de lapidação da minha porção espiritual.
Através desses movimentos, foi estudando sobre forças que atuavam no ser humano. Encontrei em mim um lado que até então eu havia simplesmente esquecido, ou deixado de lado. Passei e entender o ser humano como a harmonia entre: Corpo/Mente/Espírito. Isso me fez buscar pela tal harmonia... me fez caminhar por trilhas nunca antes percorridas e ter encontrado com pessoas que estavam nessa mesma busca me fez entender de uma forma muito mais fácil, inclusive, para eu mesmo buscar em mim toda a sabedoria desse meu lado até então adormecido.

- O que é ser um vegetariano hoje, na sociedade atual?
Eu costumava dizer em algumas palestras que ser vegetariano há 10 anos atrás era ser um ser de um outro planeta desconhecido.
Hoje eu ainda continuo dizendo que ser vegetariano ainda é ser de um outro planeta.... mas agora, dez anos depois, eu já posso dizer que a sociedade continua nos enxergando como seres de outro planeta, porém, pelo menos hoje em dia, já somos seres de um OUTRO planeta que hoje é conhecido, pelo menos...
Isso eu penso ser natural e o caminho.
Eu mesmo, nesse meus pouco mais de 10 anos, vi muita coisa mudar em nossa sociedade. Eu me pergunto bastante se as mudanças aconteceram porque simplesmente eu comecei a percebê-las, ou se realmente elas aconteceram não só para mim, mas para toda a sociedade em geral e para os animais.
Isso na verdade, não faz muita diferença... afinal.. o que são 10 anos na história da humana? Um espirro, talvez! 10 anos não é nada na vida da humanidade, mas na minha vida, enquanto indivíduo, sim! É um décimo da minha vida (nós vegetarianos vivemos 100 anos! – risos...). E realmente muita coisa mudou em termos práticos.
Temos hoje toda essa história de “aquecimento global”.... sendo a terminologia de um fenômeno natural mais citado pela mídia corporativa na história dos meios de comunicação... Temos cientistas renomados, como James Lovelock apontando catástrofes que podem ser evitadas com a mudança de hábitos alimentares... Ou então visões como a de Glenn Suba, coordenador da E-Brigade no Brasil, que disse em uma palestra em meados de 2002 (confesso não recordar as datas...) que: “O planeta Terra é um carro em movimento... e logo adiante existe um muro. Nós estamos no carro. Nós já vimos esse muro... e é certo que vamos bater de frente nesse muro! Essa é uma certeza. Nós agora não podemos fazer mais absolutamente NADA para frear o carro e não bater! Nós vamos bater e ponto final! Porém, esta em nossas mãos, nas mãos da NOSSA geração, decidir sim, sobre batermos nesse muro a 200 Km por hora... ou a 60 Km por hora.” E nisso a dieta vegetariana esta sendo citada e encarada literalmente como o fator redutor de velocidade de impacto.
Ser vegetariano hoje na sociedade, talvez seja uma forma direta de dizer que você esta disposto a frear o carro e reduzir os impactos da colisão.
Vejo hoje em dia, muito mais vegetarianos que via há 10 anos atrás... Mas vejo muita propaganda verde de consumo vegetariano, o que eu particularmente encaro como um retrocesso a essa mudança. Mas entendo os tentáculos do sistema ao tentar manter os padrões, apenas reformando as suas bases de consumo, e não simplesmente mudando efetivamente as bases. Exemplo disso, é o aclamado e condecorado com o Nobel da Paz, Al Gore, com seu documentário “A verdade inconveniente”. Basicamente a ele foi dado o Nobel da Paz por ter sido o autor de um estudo profundo sobre os impactos do aquecimento global na humanidade.
Porém, a esse nobre filho de pecuarista norte americano, faltou abrir os olhos da sociedade para um fato bastante comentado por sua colega política Marianne Thimer, deputada do Partido dos Animais nos Países Baixos, que em seu documentário Meat the Truth (“A Verdade mais que inconveniente” – titulo traduzido para o Brasil), apresentou de uma forma bastante parecida com a de Al Gore, e usando os mesmos institutos de pesquisas utilizados por ele, que o consumo de carne hoje no mundo representa, de uma forma direta, mais ameaça do que a frota inteira de automóveis do mundo, isso em termos de emissão de gases destruidores da Camada de Ozônio.
Esse é só um simples exemplo de como a mídia corporativa pode também alarmar a população mundial e assumir outras posturas.
Mas tem ficado evidente a importância da nossa mudança de hábitos, inclusive e talvez mais importante, de consumo para termos um futuro, se é que realmente queremos um.

 - O que você diria às pessoas que debocham, fazem piadinhas, têm  preconceito/resistência em relação ao vegetarianismo?
Bom... meus dois primeiros anos de vegetarianismo foram bem intensos. Tive algumas desavenças familiares e cheguei a golpear fisicamente uma pessoa que comia carne.
Hoje eu me arrependo de ter feito isso. Não acredito e outra via, senão a via da educação para fazer o papel de transformação. Acredito ainda que toda grande e verdadeira mudança deve ser de dentro para fora...
Dentro de nós existem razão e sentimento. Pode ser que você perceba o vegetarianismo pela razão... ou pode ser que você o perceba pelo sentimento. Não importa   de qual base isso venha, mas tem que vir diretamente de dentro. Nunca de fora para dentro... a mudança de verdade acontece quando nós dialogamos com nós mesmos e encontramos nossas razões ou sentimentos para fazer tal mudança.
Mudar porque os outros estão dizendo que você deve mudar, pode até funcionar. Eu não deixo de considerar essa hipótese, mas acredito que a verdadeira mudança venha do interior.
E para isso, acredito demais no agentes externos. Pessoas ou ações que possam fazer com que você passe a enxergar algo.
Eu me recordo que no inicio, eu lutava para impor algo aos que estavam ao meu alcance. Hoje a minha luta não é mostrar algo pronto... impor algo que eu já tenha bolado... mas sim de pegar nas suas mãos e dizer: “Olha... esta vendo aqui o NÓS estamos fazendo? Você esta vendo? O que você me diz de tentarmos juntos transformar isso?”
Confesso que dessa forma, eu esteja percebendo cada vez mais a mudança de terceiras pessoas... e dessa forma, temos ainda um grande trabalho.. contamos hoje com cerca de 6.5 bilhões de passageiros nesse nosso carro chamado Planeta Terra... mas... encerro aqui as respostas com essas frase que aprendi nas ruas de São Paulo, ao lado de um grande amigo que se chama Pedro:

“Ninguém disse que seria fácil. Mas ninguém disse que não valeria a pena!”


 
- idade: 29
-profissão: Observador de Pássaros
- alguma ocupação dentro do movimento vegetariano? Apoiador da Vegan Staff no Brasil
-site/blog: www.veganstaff.com

Matéria: *[EUA] Unabomber lança seu primeiro livro: "Escravidão Tecnológica"*

Participação: ANA - Agências de Notícias Anarquistas
Matéria: *[EUA] Unabomber lança seu primeiro livro: "Escravidão Tecnológica"*
Data: 28 de Outubro de 2010

*De trás das grades, antigo acadêmico expõe a filosofia Ludista de sua
campanha anti-tecnológica *

Seu último trabalho publicado foi um “manifesto” de 35.000 palavras que
explicava os motivos por trás de sua campanha terrorista que durou 17 anos,
tornando-o a pessoa mais procurada nos Estados Unidos. Hoje em dia, não
mais perturbado pelo fato de seu manifesto o ter levado à sua identificação,
detenção e prisão perpétua, Theodore Kaczynski decidiu lançar seu primeiro
livro.

Compilado basicamente em sua cela da prisão de segurança-máxima em Florence,
Colorado, a brochura Technological Slavery (Escravidão Tecnológica) explica
mais profundamente a filosofia por trás das tentativas de Kaczynski de
destruir a civilização Ocidental através de uma permanente série de ataques
com bombas. O texto estranhamente coerente foi co-autorado com David
Skrbina, um professor da Universidade de Michigan que durante muitos anos
deu aulas sobre o manifesto do Unabomber como parte de um curso
universitário sobre filosofia da tecnologia.

O livro contém uma coleção de ensaios e correspondências com acadêmicos com
os quais Kaczynski expandiu suas crenças que inspiraram sua campanha:
nomeadamente aquela, para citar uma passagem, que diz que “a revolução
industrial e suas conseqüências tem sido um desastre à raça humana e que os
avanços tecnológicos estão destruindo o planeta e corroendo as liberdades
humanas”.

Dr. Skrbina disse que longe de ser o delírio paranóico de um homem louco, o
livro é meticulosamente elaborado. “Nele são traçados argumentos lógicos,
claros e sólidos”, disse. “Eu não conheci o homem pessoalmente – todos os
nossos contatos foram feitos através de cartas – mas em nossos procedimentos
não houve nenhum sinal de doença mental. Ele é lúcido, racional e calmo”.

Esta é uma conclusão diferente daquela em que chegou os psiquiatras da corte
de justiça que avaliaram Kaczynski após o FBI o ter detido em uma remota
cabana na cidade de Montana no ano de 1996. Decidiram que ele era um
esquizofrênico paranóico, mas que estava suficientemente apto a suportar um
processo por assassinato.

A violenta campanha de Kaczynsky, na qual três pessoas foram mortas e mais
de 20 feridas, começou em 1978. Antigo acadêmico e expert em matemática, ele
estava aparentemente irritado pela contínua destruição do mundo natural ao
redor de sua casa e começou a enviar bombas improvisadas para pessoas de
companhias de aviação, professores universitários e donos de lojas de
computadores. (O apelido “Unabomber” vem de “University and Airline Bomber”,
nome do caso registrado no FBI).

Na medida em que a campanha progredia, e os dispositivos se tornavam mais
efetivos – e mortais – Kaczynski começou a ter como alvos aqueles
profissionais que ele julgava serem responsáveis pela destruição do mundo
natural. Suas duas últimas vítimas, ambos assassinados, foram Thomas Mosser,
que fazia anúncios para a Exxon, e Gilbert Murray, um lobista que trabalhava
para a indústria madeireira.

Os ataques terminaram em 1995, quando o manifesto de Kaczynski foi publicado
pelo New York Times e o Washington Post. Ele entrou em contato com
investigadores, através de cartas anônimas, prometendo parar com os ataques
se o documento fosse impresso.

A publicação do manifesto levou à detenção de Unabomber: seu estilo de
escrita foi reconhecido por seu irmão David, que prontamente contatou o FBI.
Como parte de um acordo judicial, Kaczynski foi dispensado da pena de morte,
mas foi sentenciado à prisão perpétua sem liberdade condicional.

Uma versão atualizada do manifesto está inclusa no Escravidão Tecnológica.
De acordo com Dr Skrbina, isto fornece um insight à natureza dos códigos
éticos que os terroristas usam para justificar suas campanhas.

“Tento separar seus crimes de seus argumentos acadêmicos”, disse Dr Skrbina.
“Estou interessado em filosofia. Agora, certamente não apóio os assassinatos
que ele cometeu, mas se você está estudando ética então é importante
perceber que há muitos casos em que um indivíduo pode dizer, sim, há uma
base eticamente justificada para matar”.

“Os governos estão, de fato, argumentando que o assassinato é justificável
sempre que começam uma guerra. Em ambos, no manifesto e em suas cartas
escritas para mim, que também estão impressas no livro, Kaczynski está, de
fato, fazendo a mesma coisa”.

Fonte: The Independent

Tradução > Marcelo Yokoi

Matéria: *[França] Dois caminhões de transporte de animais são incendiados*

Participação: ANA - Agências de Notícias Anarquistas
Matéria: *[França] Dois caminhões de transporte de animais são incendiados*
Data: 28 de Outubro de 2010


A ALF (Animal Liberation Front - Frente de Libertação Animal), assumiu a
responsabilidade por um ataque incendiário ao matadouro de aves Ronsard, em
Jouy, durante a madrugada de 16 de outubro. Dois caminhões cheios de gaiolas
vazias foram destruídos pelas chamas. Os bombeiros conseguiram deter o fogo
antes que ele se espalhasse para um escritório próximo.

Os ativistas escreveram num comunicado:

"Nós queimamos dois caminhões em um abatedouro em Jouy, um pequeno povoado na França, a cerca de 75 km de Paris. O objetivo era queimar completamente o matadouro, mas não conseguimos. Apenas esses dois caminhões."

ALF francesa

Matéria: *[Japão] Ativistas liberam golfinhos de cativeiros em Taiji *

Participação: ANA - Agências de Notícias Anarquistas
Matéria: *[Japão] Ativistas liberam golfinhos de cativeiros em Taiji *
Data: 28 de Outubro de 2010

*[Japão] Ativistas liberam golfinhos de cativeiros em Taiji *

[Mergulhadores da organização européia The Black Fish (O Peixe Negro),
na madrugada do dia 28 de setembro, cortaram as redes de seis reservatórios
em Taiji, onde estavam sendo mantidos em cativeiros vários golfinhos pegos
durante uma caçada alguns dias antes.]

Em péssimas condições de tempo os mergulhadores nadaram e cortaram as redes
de seis destes reservatórios, permitindo que um número de golfinhos
escapassem de volta para o mar. Nenhuma detenção foi efetuada.

Todo ano, entre setembro e abril, o mar à volta do vilarejo pesqueiro de
Taiji, na costa meridional da ilha japonesa de Honshu, torna-se vermelho,
quando uma nova estação de pesca começa, transformando o local num cenário
de um dos maiores massacres de vida marinha do mundo. Essa caça aos
golfinhos, que recentemente ganhou manchetes pelo mundo através do
documentário "The Cove" (ganhador do Oscar), é responsável pela captura e
matança de mais de 2 mil golfinhos da cota anual do Japão de 20 mil.
Pescadores encurralam vários golfinhos em uma pequena enseada e selecionam
uma centena para serem vendidos para aquários mundo afora, enquanto outros
animais são mortos a golpes repetidos com longos arpões e facões e a carne
vendida para supermercados locais.

The Black Fich e outras organizações de conservação da vida marinha e
bem-estar dos animais estão lançando campanhas para pressionar o fechamento
dos aquários remanescentes na Europa, onde alguns dos golfinhos capturados
em Taiji inevitavelmente vão parar. Os aquários já foram banidos do Reino
Unido. The Black Fish acredita que é inaceitável manter golfinhos, orcas e
outros animais marinhos silvestres em cativeiro, dado a vasta área onde
esses animais costumam viver, as condições miseráveis e imundas as quais
eles são normalmente submetidos e o estresse que as performances em público
os impõem.

O co-fundador do The Black Fish, Wietse van der Werf, explica: "A conexão
entre essa indústria de entretenimento com golfinhos e esta caça ilegal não
pode ser negada. Para obtermos sucesso em nossas campanhas na Europa
precisamos chegar à raiz desta transição ilegal que acontece em Taiji."

The Black Fish está ciente da sensibilidade que cerca a caça de Taiji este
ano. Com a atenção da mídia internacional voltada a matança japonesa de
golfinhos, a tensão no país aumentou e nacionalistas japoneses não perderam
à oportunidade de defender sua "tradicional" atividade. Enquanto
reconhecemos que a mudança também deve vir do povo japonês, nós juramos
continuar a proteger esses golfinhos indefesos e pressionar os aquários e a
caça que os abastece.

The Black Fish é uma nova organização européia que luta contra animais
marinhos em cativeiro, a caça de baleias e a pesca industrial.

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Tradução > Yakura