1.4.06

MANIFESTAÇÃO

Participação: Vegan Staff - RJ

Evento: Manifestação - Ato Pele II

Data: 01/04/2006

Seguindo a agenda dos protestos da Vegan Staff, no final da semana do dia 04 de abril de 2006, a Vegan Staff, em parceria integrante com a UALA – União dos Ativistas pela Libertação Animal, esteve presente em mais uma manifestação contra o uso de peles no mercado da moda.

Segue abaixo o relato de um ativista que participou da manifestação:

Ato contra o uso de pele animal "termina" na DP:
A recém formada rede de ativistas U.A.L.A. causou muito barulho e polemica em seu primeiro ato, realizado nesse último sábado na cidade do Rio de Janeiro. O grupo que reúne anarcopunx, libertários, ambientalistas e sxes, escolheu como primeiro alvo uma loja da etiqueta "Pascale Vuylsteke", no bairro de Ipanema. O motivo do protesto foi o fato da comercialização neste recinto de apetrechos derivados da dor e do sofrimento animal, tais como: bolsas, cintos e casacos de pele.
O ato contou com a distribuição de panfletos com informações contra o uso da pele animal e se iniciou sob o sol escaldante do meio dia. Os manifestantes gritavam palavras de luta como"Qual o valor do sofrimento, casaco de pele é morte e tormento!!!". "Couro é pele e pele é morte", "O seu lucro é sofrimento e os animais estão morrendo!!!", além de batuques e cartazes.
Destaque para a performance teatral realizada, em que uma ativista interpretava um tigre e estava vestida com um casaco representando sua pele . Um trabalho praticamente muito bonito em seu corpo, todo pintado com as manchas do tigre, exceto por baixo do casaco(representando a pele do tigre) que estava todo pintado de vermelho( representando o sangue). A performance do abate foi realmente chocante, nas porta da loja a "tigresa" gritava e gemia de dor enquanto sua "pele" era retirada . Finalmente revelava-se a parte vermelha pintada em seu corpo, agora somente com as roupas íntimas, enquanto a ativista gemia e se contorcia. Tudo isso sobre o olhar espantado, curioso e atento da população . Ao final da performance a "pele" retirada era colocada pelo "carrasco" em um cabide e etiquetada $$$$$$ enquanto outro ativista gritava sobre o sacrifício animal e o lucro dessas grandes corporações que lucram com a tortura e a dor de seres inocentes. Simultaneamente uma outra ativista pintou o contorno em volta da "tigresa" com tinta vermelha no chão e puxou uma seta em diração a Pascale Vuysteke, na qual podia se ler em letras enormes e vermelhas "AQUI VENDE-SE A MORTE".

Neste momento o desespero do segurança da loja ia aos limites ( ele já estava tentando nos provocar a muito tempo para arrumar um pretexto para acabar com o ato) e o mesmo resolveu, como ele mesmo disse, acionar a força policial. Não havia nenhum argumento plausível para tal, visto que o ato transcorria de forma pacífica. O tiro "saiu pela culatra" e a população parou em peso para ver o que estava acontecendo. Diversas pessoas, na maioria de mais idade (as velhinhas se afeiçoaram com a nossa causa) começaram a nos defender "Vocês vão prender eles porque?Eu estou vendo o ato deles, eles não estão fazendo nada demais", "Isso é um absurdo" e foram várias "velhinhas com bochechas rosadas" nos apoiando. "Se vocês levarem eles eu vou ligar para a Rede Globo!" Queriam levar apenas dois companheiros, mas dissemos que "Se levar um, vai ter que levar todos" e fomos tod@s para DP.
Na décima quarta delegacia de polícia o segurança passou por ridículo. Após seu depoimento, o delegado perguntou sem rodeios "Ok, entendi o que aconteceu, mas você quer que eu os autue por o que?Onde que está o crime?", o segurança respondeu extasiado "Eles ficaram na porta da loja fazendo protesto", o delegado retrucou "A calçada é pública e eles podem se manifestar desde que não fiquem na entrada da loja". Desesperado o segurança ainda alegou " Eles ofenderam minha honra, um deles jogou beijinho para mim e aquele argentino lá, duvido que ele tenha documento, deve estar ilegal no Brasil" e o delegado respondeu furioso" Eu pedi o documento de alguém aqui?Acho que não né?Inclusive não pedi o seu, então cala a boca". O segurança já não tinha mais o que falar, alegou que havíamos nos declarado ateus, que havíamos provocado ele, mas nada adiantou. Por fim ao sermos liberados, o segurança perguntou "Mas eles vão poder voltar para loja?", e o delegado disse para finalizar "Não só podem como devem, inclusive eu acho que essa questão de casaco de pele é algo muito pessoal, mas eu acho um absurdo, sou totalmente contra o uso e venda desses casacos".

A cara do segurança foi no chão. Voltamos para loja, ela havia fechado pois não poderia funcionar sem o segurança e na calçada ainda se lia as inscrições "Aqui vende-se a morte".
É compaheir@s , o "tiro" do segurança saiu pela culatra e conseguimos uma pequena vitória na luta pelos direitos dos animais. Espero que muitas outras estejam por vir.” - Relato por Ratão - integrante da Cicap e do U.A.L.A.

Este foi mais um ato de participação da Vegan Staff que iniciou a batalha contra o uso de peles no mercado da moda, em manifestação inicial ocorrida em meados de 2005, no “Rio Fashion Week” sob titulo: “Moda SIM, mas com consciência”.

A Vegan Staff se compromete a sempre estar na linha de frente nessa luta até que criemos consciência de que: “PELE = COURO = MORTE!”

Vegan Staff – RJ